
Padaria Gigante na Coreia: Pão de Arroz Sem Glúten às 22h
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Abril de 2026: uma quinta-feira à noite no Cafe California em Cheongju
Em abril de 2026, numa quinta-feira à noite, eu e minha esposa fomos conhecer o Cafe California, em Cheongju — e tudo começou porque eu dormi demais naquele dia. Quando abri os olhos, a tarde já tinha ido embora, e quando finalmente me arrumei, já era noite. Minha esposa, que é estrangeira, sugeriu: "vamos sair pra algum lugar hoje". A ideia de ir a um café pareceu boa, mas a essa hora quase tudo já estava fechado. Foi aí que lembrei do Cafe California, que fica no distrito de Naesu-eup, na região de Cheongju, província de Chungbuk. O lugar abre às 10h da manhã e vai até 1h da madrugada nos dias de semana — sextas e sábados, até às 3h. O problema é que ficava a 40 km só de ida. Mas minha esposa insistiu, disse que serviria como um passeio de carro, e lá fomos nós. Como é um café afastado do centro, no interior da região, o caminho em si já vira um trajeto panorâmico. Eu sabia que era uma padaria enorme famosa pelo pão de arroz, mas confesso que fiquei preocupado se ainda haveria alguma coisa na vitrine àquela hora.
O Cafe California à noite: pensei que fosse um resort


Quando chegamos de noite, o prédio inteiro estava aceso com uma iluminação impressionante. Assim que descemos do carro no estacionamento, eu e minha esposa paramos no mesmo instante. Isso aqui é um café ou eu vim parar num resort? A sensação era exatamente essa. Duas palmeiras enormes ladeavam a entrada, e por entre as janelas em arco dava pra ver a luz de lustres saindo de dentro. Nessa hora entendi por que o nome é California — a fachada realmente parecia algo que você encontraria na costa californiana, nos Estados Unidos. A sensação não era de estar indo a um café, mas de estar caminhando para fazer check-in numa estância de férias. Do lado esquerdo havia um letreiro neon, e o caminho de pedra até a entrada era ladeado por flores vermelhas plantadas em fileira. O café fica em Naesu-eup, a uns 15 ou 20 minutos de carro do centro de Cheongju, e tem três estacionamentos com capacidade para mais de 300 carros — mas como era noite, estavam praticamente vazios. Minha esposa soltou um "valeu a pena ter dirigido 40 km", e eu respondi: "você ainda nem tomou café e já está satisfeita?".

Na frente da entrada, minha esposa parou e ficou olhando pra cima por um bom tempo. A luz do neon se espalhava pela parede, e dava pra ver o lustre através da porta em arco — ali parada, parecia que eu estava na fila de imigração de um aeroporto, mesmo sem ter entrado em avião nenhum. A semana anterior tinha sido puxada pra nós dois. Dias cansativos acumulados, mas aqueles poucos segundos parados na frente da entrada já deram uma aliviada. Foi como uma viagem internacional sem passagem de avião. Perguntei se ela queria que eu tirasse uma foto dela, mas quando olhei, já estava posando.
Além da porta automática: uma padaria coreana de 1.650 m²

No instante em que a porta automática se abriu, a primeira coisa que chamou a atenção foi o chão. Havia uma pintura de oceano azul no piso, com uma parte que imitava areia que se estendia até o interior. Acima, lustres pendurados no teto. Pela porta de vidro dava pra ver a iluminação do balcão, e só de espiar lá da entrada já dava pra sentir que a escala do lugar não era brincadeira. Minha esposa entrou na frente a passos largos, e eu fiquei pra trás fotografando.

Caminhando um pouco mais pra dentro, à direita surgiu uma longa fileira de vitrines de padaria. Do teto desciam trepadeiras verdes, e dentro das vitrines os pães estavam enfileirados sob a iluminação — mas como era noite, havia alguns espaços vazios aqui e ali. Pensei: "é, chegar tarde é assim mesmo". Ainda assim, não era como se não sobrasse nada, então decidimos dar uma volta completa. As bandejas e pegadores estavam empilhados na frente da vitrine, e quando vi minha esposa já pegando uma bandeja, entendi que pão ela ia comprar com certeza.
22h da noite e ainda assim difícil de escolher na vitrine de pão de arroz


Chegando mais perto, parecia impossível que fossem 22h — ainda tinha bastante pão. Claro, comparado com o horário de pico do dia havia alguns espaços vazios, mas parecia que faziam questão de não decepcionar quem chegasse tarde: cada vitrine estava bem abastecida. Pães como forma de arroz e croissants ficavam de um lado, enquanto bolos e tortas tinham uma vitrine refrigerada à parte. Na seção de bolos tinha de morango, de manga, decorados com flores — a variedade era tanta que eu não esperava ter crise de indecisão justamente à noite. Todos os pães do lugar são feitos com 100% farinha de arroz, sem glúten, o que deve ser uma ótima notícia pra quem tem restrição ao trigo. Uma padaria coreana desse porte não é algo que eu vejo com frequência. Minha esposa ficou parada na frente da vitrine de bolos por um tempão, e quando pedi pra ela se apressar, respondeu: "por que os cafés coreanos fazem pães tão bonitos? É divertido só de escolher".
Bolos feitos com farinha de arroz: impossível distinguir a olho nu



Fotografei alguns bolos de perto — e fiz uma leve edição nas fotos, é verdade. O primeiro era um cheesecake com morangos brilhantes arrumados sobre o creme. O segundo, um bolo de chantilly com um cravo cor-de-rosa no topo — bonito demais pra comer. O terceiro foi o que mais prendeu a atenção da minha esposa: através do filme transparente, dava pra ver camadas de fatias de morango num bolo de chantilly. Tudo isso feito com farinha de arroz, mas sinceramente, só de olhar, é impossível dizer a diferença de um bolo feito com farinha de trigo. Os bolos inteiros custavam entre R$ 150 e R$ 160 aproximadamente.


Dei uma olhada também na vitrine de fatias avulsas. O bolo de batata-doce custava 7.800 won (cerca de R$ 33). Na descrição dizia que era um pão de ló macio coberto com bastante batata-doce, e no topo havia uma montanha de chips de batata-doce amarelos. Ao lado, um cupcake de manga servido num copo de vidro cheio de pedaços da fruta — mais parecia uma tigela de frutas do que uma sobremesa.
O pão de creme com morango que me fez tirar três fotos



Este é o pão de creme com morango, e tem um motivo pra eu ter tirado três fotos dele. Numa bandejinha de papel, o pão vinha coberto com chantilly, fatias de morango enfileiradas por cima e um toque de crumble de pistache que brilhava sob a luz da vitrine. De perto, dava pra ver uma leve camada de açúcar de confeiteiro na casca, e creme preenchendo cada fresta do pão. Minha esposa disse "esse a gente tem que levar", e sinceramente, nem eu conseguiria passar reto por esse.
De croissant de arroz a bagel de arroz: a vitrine sem glúten




Além dos bolos, explorei as vitrines de pães. Havia o que parecia ser croissant de arroz e pães com castanhas, embalados individualmente em plástico, e na prateleira ao lado, pães rústicos mais pesados enfileirados. Um pão de cor avermelhada chamou atenção — provavelmente feito com massa de beterraba ou batata-doce roxa, pela tonalidade intensa. Também tinha bagel de arroz: com gergelim, com massa roxa, em algumas variações, mas não consegui conferir os nomes exatos de todos. A embalagem individual é boa do ponto de vista higiênico, mas algumas etiquetas eram difíceis de ler, e acabava sendo um pouco frustrante escolher sem saber exatamente o que era cada pão.
Cantinho das fatias de bolo: a partir de R$ 16



A fatia de bolo de manga a 5.800 won (cerca de R$ 25) me chamou a atenção. No corte, dava pra ver camadas de manga intercaladas com creme, e por cima mais uma boa porção da fruta. Ao lado, a tortinha de nozes de arroz custava 3.800 won (cerca de R$ 16) — a descrição dizia farinha de arroz 100% nacional e nozes americanas. A superfície era caramelizada num tom dourado e, mesmo da frente da vitrine, já dava pra sentir o aroma amanteigado. A fatia de bolo de morango também estava ali, coberta de morangos e com uma camada generosa de creme entre as massas — das três, era a mais apetitosa.



O bolo de chantilly branco tinha meia fatia de morango delicadamente pousada no topo, e pela lateral dava pra entrever pedaços de morango dentro do creme. O bolo de chocolate ao lado estava identificado como floresta negra e custava 7.200 won (cerca de R$ 30). Tinha uma cereja no topo e raspas de chocolate cobrindo toda a superfície — parecia ter um sabor bem intenso. O último que vi foi uma torta de frutas com morango, laranja e kiwi formando um mosaico colorido sobre o creme. Só pra dar uma volta na vitrine, já tinham se passado uns 30 minutos.
Pensei que só tinha pão, mas tinha refeição também



Achei que só tivesse pão, mas havia opções de refeição leve também. Num recipiente transparente, tinha o que parecia ser uma salada com bulgogi (carne bovina marinada ao estilo coreano), e ao lado, sanduíches artesanais mantidos em temperatura refrigerada. A embalagem dizia pra conservar entre 0 e 10 graus e consumir logo após a compra. O terceiro era uma espécie de salada de camarão com frutas, com um rolo de creme decorativo de um lado — claramente feita com capricho. Pensei que seria uma boa pedida pra quem chega tarde e quer comer algo no lugar do jantar, mas nós já estávamos com a cabeça nos pães, então passamos direto. Minha esposa apontou pra marmita de salada e disse "da próxima vez vamos vir almoçar aqui" — já estava planejando a próxima visita.
Pedido no balcão: americano a 6.500 won (R$ 28)

Passando pela área de padaria, chega-se ao balcão, onde havia um painel digital de menu pendurado no alto e vários totens de autoatendimento. O menu era dividido em café, bebidas especiais da casa, coquetéis e outras bebidas alcoólicas — achei curioso um café vender coquetel. Como era noite, só havia um ou dois funcionários atrás do balcão, e por isso conseguimos pedir na hora, sem fila. Já tinha visto relatos de gente esperando mais de 20 minutos só pra pedir bebida durante o dia, então esse foi um ponto positivo claro de ter vindo tarde. Os pães são pagos num caixa separado, no canto direito do balcão — no começo eu não sabia disso e coloquei o pão junto com o pedido de bebida, mas a funcionária riu e gentilmente me indicou o outro caixa.


Tirei foto do painel de preços: o americano sai a 6.500 won (cerca de R$ 28) e o café com leite, 7.000 won (R$ 30). Pra um café de bairro, é um valor um pouco salgado. Nas bebidas especiais, o einspänner custava 7.500 won (R$ 32), e havia algo chamado Southern Cali Mojito a 8.000 won (R$ 34), que era sem álcool. Também vi opções com ingredientes tradicionais coreanos, como latte de creme de artemísia (ssuk) e latte de creme de gergelim preto, além de smoothies feitos com 100% fruta, segundo uma observação pequena no rodapé do menu. Todas as bebidas aceitam dose extra de espresso por 1.000 won (R$ 4) a cada duas doses — isso achei justo. Perguntei à minha esposa o que ia querer, mas ela estava ocupada tirando foto do painel.
Assentos do térreo: da mesa redonda sob palmeiras ao sofá


Depois de pedir, saímos procurando um lugar pra sentar, e embora eu já soubesse que o Cafe California era um café enorme, não imaginava que só o térreo fosse desse tamanho. No centro, uma palmeira se estendia até o teto, e embaixo dela havia uma grande mesa redonda, com vasos e flores plantadas ao redor — parecia mais um jardim do que uma mesa de café. Grupos grandes poderiam se acomodar ali, mas havia espaçamento suficiente pra que mesas menores ao redor não ficassem desconfortáveis. Espalhadas pelo espaço, mesas pra duas pessoas, cadeiras amarelas, cadeiras bege, sofás — cada assento era diferente do outro. Lá no fundo, perto da janela, havia lugares com cortinas brancas. Como era noite e não tinha muita gente, podíamos escolher qualquer lugar. Se tivéssemos vindo de dia, essa tranquilidade não existiria.


Chegando perto da janela, havia uma fileira de sofás de couro. Em tons de marrom e bege, a atmosfera lembrava um lobby de hotel. Os sofás eram robustos e macios, com capacidade pra até quatro pessoas, e o espaçamento entre as mesas era amplo o suficiente pra ignorar completamente o vizinho. Mais pra dentro, havia combinações de mesa de mármore com cadeiras, e nos fundos dava pra ver uma loja de roupas chamada MC Mall, que àquela hora já estava fechada. Minha esposa sentou no sofá e imediatamente disse "vamos ficar aqui". Sinceramente, no momento em que sentei naquele sofá, toda vontade de procurar outro lugar evaporou.

Ao lado da MC Mall tinha também um assento de rattan pra dois, com cadeiras que envolviam o corpo numa curva. O design era bonito, mas sendo sincero, o encosto era duro e o espaço apertado — pra ficar muito tempo, não pareceu confortável. É um assento ótimo pra foto, mas pra tomar um café com calma, o sofá de couro ganha disparado.

Também tinha esse tipo de lugar: em vez de paredes ou divisórias, o espaço era separado por vasos e árvores, com cadeiras de rattan escondidas entre a folhagem. Não era exatamente uma sala reservada, mas com todas aquelas folhas verdes ao redor, criava-se uma sensação de privacidade. Fiquei observando a disposição por um bom tempo, achando curioso. Lá atrás, nas vitrines da MC Mall, dava pra ver bolsas e acessórios expostos — ou seja, a estrutura era de tomar café e, de quebra, dar uma olhada nas vitrines.
Suporte de bandeja dentro do elevador: esse nível de detalhe

Havia um elevador pra subir ao segundo andar, e assim que entrei, notei um pequeno suporte fixado na lateral. Era feito pra apoiar a bandeja, pra evitar que alguém derrubasse as bebidas e os pães com o balanço do elevador. Esse tipo de detalhe é coisa de quem já viveu o problema. Minha esposa colocou a bandeja ali e soltou: "quem pensou nisso é um gênio, né?". Falei que era exagero, mas por dentro eu também estava impressionado.
A vista do Cafe California do segundo andar

Chegando ao segundo andar, o centro é aberto, e dá pra ver toda a área de padaria do térreo lá embaixo. Trepadeiras desciam por uma estrutura de treliça, e abaixo delas apareciam as vitrines de pão e os assentos por onde tínhamos passado — visto de cima, a dimensão real do café finalmente fazia sentido. O pé-direito alto eliminava qualquer sensação de aperto. Minha esposa se apoiou no parapeito, olhou pra baixo e disse "a vista daqui de cima é mais bonita". Era verdade: a escala que não dava pra perceber no térreo se revelava inteira do segundo andar.




Os assentos do segundo andar tinham uma atmosfera diferente em cada canto. Na janela, cadeiras antigas com desenhos de animais, almofadas rosas e cadeiras amarelas de madeira dividiam a mesma mesa — nenhuma combinação se repetia. Ao lado, uma mesa redonda verde cercada por cadeiras vermelhas, cinzas e amarelas, como se alguém tivesse descombinado tudo de propósito. Indo em direção ao parapeito, havia mesas discretas pra dois com vista para a palmeira do térreo através do vidro — um cantinho perfeito pra um casal. Mais pro fundo, uma longa mesa de madeira maciça com cadeiras brancas curvas e um lustre circular no teto — e ali o clima mudava completamente de novo. Atrás de cortinas, era possível entrever um espaço de exposição com quadros pendurados. Minha esposa comentou: "todo café coreano é assim? Só de andar pelo segundo andar já parece que visitei uns quatro ou cinco cafés diferentes". E não era exagero nenhum.
Assento estilo ondol: a cultura coreana de sentar no chão, dentro do café


Na parte de dentro do segundo andar, havia também um espaço onde se tira os sapatos pra sentar num piso de madeira elevado — no estilo maru, que remete ao ondol, o tradicional sistema coreano de aquecimento pelo piso. Mesas baixas, almofadas no chão, um espaço onde dá pra esticar as pernas e ficar à vontade. Perfeito pra famílias com crianças. Naquele horário não tinha ninguém, então dava pra usar o espaço todo, mas durante o dia, pra conseguir lugar ali provavelmente é preciso chegar cedo. Minha esposa sugeriu "vamos comer aqui?", mas como já tínhamos reservado o sofá no térreo, só demos uma olhada e descemos.
Baguete de arroz com cebolinha, einspänner e macchiato de queijo

Pedimos uma baguete de arroz com cebolinha (daepa, a cebolinha verde grande coreana), um macchiato gelado de queijo marrom e um einspänner gelado. Olhando o recibo, o horário do pedido era 20h44. Entre explorar a padaria e subir ao segundo andar, tínhamos gastado um bom tempo.

Trouxemos as duas bebidas e a baguete de arroz com cebolinha numa bandeja de madeira até a mesa. Sobre a mesa verde de madeira, a composição já formava uma cena por si só. A baguete de cebolinha tinha uma massa escura, com daepa (a cebolinha grande coreana) e queijo derretido grudados por cima — mesmo através da embalagem plástica, o aroma amanteigado subia.

O einspänner veio num copo de vidro duplo, com espresso escuro embaixo e uma camada generosa de creme branco por cima. O visual justificava os 7.500 won (cerca de R$ 32), mas o creme era bem doce, então pra quem prefere sentir o amargor do café, pode ser que divida opiniões. Pra mim, estava bom.

O macchiato de queijo marrom veio num copo alto, coberto por uma camada generosa de farelos de queijo acastanhado. Antes de mexer, provei um gole: o sabor que veio primeiro foi amanteigado e levemente salgado, seguido pelo café que estava por baixo. Minha esposa experimentou um gole e disse "esse vai ser o meu", então trocamos — ela ficou com o macchiato e eu com o einspänner.
No instante em que parti a baguete de cebolinha ao meio, o aroma da daepa subiu com tudo. A casca era crocante, mas por dentro a textura era elástica e grudenta de um jeito que farinha de trigo não faz. O queijo estava derretido entre as cebolinhas, alternando entre salgado e amanteigado a cada mordida. Dei um pedaço pra minha esposa, e ela parou no meio da mastigação pra perguntar: "isso é mesmo feito de arroz?". Eu estava pensando exatamente a mesma coisa.
Pouco mais de R$ 85 pra dois, e dois pontos que poderiam melhorar
Dois cafés e um pão pra duas pessoas deram pouco mais de 20.000 won (cerca de R$ 85) — considerando o tamanho do espaço e a atmosfera, não pareceu caro. Mas não foi perfeito. Dois pontos me incomodaram.
① Sem ponto de devolução no segundo andar
Quem consome no segundo andar precisa levar copos e bandejas usadas até o ponto de devolução no térreo. Isso significa pegar o elevador, descer, devolver e subir de novo. Ter um ponto de devolução no segundo andar teria facilitado bastante.
40 km até o Cafe California: o final do passeio noturno de carro
Quando saímos, o ar da noite estava gelado. Tínhamos vindo atrás de um café aberto de madrugada em Cheongju, e no fim das contas, ter vindo à noite acabou sendo uma vantagem. No caminho até o estacionamento, minha esposa disse: "da próxima vez vamos de dia pra ver os pães saindo do forno desde o começo — padaria coreana é divertida só de olhar". Perguntei se ela estava realmente disposta a fazer outros 40 km de ida, e ela devolveu: "você achou cansativo dirigir hoje?". Cansativo? Sinceramente, não. Na volta, ligamos o rádio e ficamos os dois em silêncio, mas não era um silêncio ruim — era aquela quietude confortável que vem quando cada um está satisfeito por dentro. Pra um passeio noturno de 40 km até o Cafe California, foi um dia bem bom.