Café hanok encantador em Gyeongju — vista para túmulos reais
Um café hanok em Gyeongju que não se parece com nenhum outro
Paul Bassett não é uma rede de cafeterias que você encontra em qualquer esquina na Coreia. A marca está mais presente nas grandes cidades, geralmente instalada em bairros comerciais modernos e sofisticados. Como a imagem de marca premium é forte, a gente logo associa a espaços limpos e contemporâneos. É esse tipo de café aconchegante e chique que vem à mente.
Pra ser sincero, eu prefiro muito mais aqueles cafezinhos independentes e diferentes. Aqueles que ficam escondidos numa travessa, onde dá pra sentir o gosto do dono em cada detalhe da decoração. Esses lugares são muito mais divertidos. Por isso, normalmente eu nem entro em cafés de rede como o Paul Bassett.
Mas a unidade de Gyeongju — uma antiga capital real a umas 4 horas ao sudeste de Seul — foi diferente. Passando na frente, a fachada me chamou a atenção na hora. Um prédio com design hanok (casa tradicional coreana) preservado, a linha dos beirais, a placa ao lado do muro de pedra. Não era aquele café luxuoso de centro urbano. Era algo que combinava perfeitamente com a alma de Gyeongju. E olha que nem era um café independente. Fiquei tão curioso que meus pés me levaram pra dentro sozinhos.
A fachada do café — hanok ou cafeteria, difícil saber

Quando você chega na frente do Paul Bassett de Gyeongju, bate aquela dúvida: é um café ou uma casa tradicional? Telhado de telhas, pilares de madeira maciça, treliças nas janelas no estilo hanok… o prédio reproduz fielmente os elementos arquitetônicos tradicionais que se vê por todo o centro de Gyeongju. Nada a ver com as outras unidades Paul Bassett, que normalmente são todas de vidro e concreto com fachadas modernas. Como Gyeongju é uma cidade onde sítios históricos e casas hanok se misturam naturalmente ao cotidiano, essa loja se encaixa na paisagem sem nenhuma estranheza. Na verdade, ela parece estar perfeitamente no lugar.

Sob os beirais de telha do hanok, um logo em forma de coroa brilha suavemente. Posicionado no meio das treliças de madeira tradicional e de uma parede branca, o símbolo do Paul Bassett cria um contraste estranho — você acha que não deveria combinar, mas combina. A coroa, símbolo de sofisticação, ganha uma ressonância especial aqui em Gyeongju, antiga capital milenar do reino de Silla. Uma placa de sorvete ao lado dos beirais do hanok no mesmo enquadramento: uma cena que só existe nessa loja.
Primeira impressão do interior — sensibilidade moderna sobre estrutura hanok

No instante em que você entra, é a escala do espaço que impressiona primeiro. Vigas mestras de madeira maciça que sobem até o teto, pilares grossos, a estrutura de caibros em estilo hanok preservada — e mesmo assim, nenhuma sensação de coisa antiga. Não é um hanok velho e envelhecido, é um espaço onde uma sensibilidade de design decididamente moderna foi colocada sobre uma estrutura tradicional. A iluminação é quente, a disposição dos assentos é espaçosa, a linha do balcão é limpa. A expressão "café hanok em Gyeongju" faz todo sentido aqui.
A vitrine de produtos — escolhendo um copo térmico com túmulos reais ao fundo


Logo na entrada, à esquerda, tem uma vitrine de produtos. Copos térmicos, canecas, grãos de café, sachês de drip coffee — toda a linha Paul Bassett está arrumadinha, e por trás da vitrine, a vista dos túmulos de Daereungwon (as colinas funerárias reais do antigo reino de Silla) se abre em panorama. Você está ali olhando os produtos e o olhar escapa involuntariamente para a janela. Escolher um copo térmico com túmulos reais milenares de fundo é uma experiência que só essa unidade de Gyeongju proporciona.
Como pedir — totens de autoatendimento, mas o balcão também funciona

No Paul Bassett de Gyeongju, os pedidos são feitos em totens de autoatendimento. As fotos das bebidas aparecem grandes na tela sensível ao toque, e tudo está bem dividido por categorias: café, descafeinado, sorvetes, chás e lattes, bebidas geladas, comidas. Mesmo vindo pela primeira vez, dá pra se virar sem problema. Você ajusta as opções conforme vai adicionando ao carrinho, e no geral a interface é bem intuitiva.
Mas se os totens não são a sua praia ou se você precisa pagar em dinheiro, é só falar com o atendente no balcão. Pedidos e pagamentos também são aceitos ali, então sem estresse.
O balcão e a vitrine de confeitaria

Na frente do balcão tem uma vitrine de confeitaria. Croissants, tortas, fatias de bolo — tudo arrumadinho dentro do expositor de vidro, e a variedade é bem razoável. Você vem só pra tomar um café e acaba levando uma massa junto, armadilha clássica. Acima do balcão, um cardápio digital grande fica pendurado, então dá pra ver o menu mesmo do seu lugar. Com a parede de madeira maciça estilo hanok de fundo, o clima do balcão em si já transmite uma sensação bem sofisticada.
O teto já muda tudo — caibros de madeira bruta e luminárias esféricas

Quando você olha pra cima, é o teto que captura o olhar primeiro. Caibros grossos de madeira bruta ficam totalmente expostos — um teto assim num café é francamente raro. A estrutura é montada segundo as técnicas tradicionais do hanok, sem um único prego, e esse encaixe é um espetáculo por si só. A iluminação sobe suavemente por entre os caibros, o que deve criar uma atmosfera completamente diferente ao cair da noite. Pela janela, dá pra ver o centro de Gyeongju e as montanhas ao longe — sentado sob esse teto olhando essa paisagem, é difícil lembrar que você está simplesmente num café.

No centro, um sofá octogonal ocupa o espaço, e acima dele, várias luminárias esféricas descem em alturas diferentes. As luminárias em si são verdadeiros objetos decorativos. A disposição do sofá é curiosa: ele foi projetado pra que as pessoas se sentem voltadas para dentro, então não é desconfortável vir sozinho, e em grupo, a conversa flui naturalmente. A tonalidade quente da iluminação deixava o interior aconchegante mesmo nos dias nublados.

As luminárias esféricas que descem sobre o sofá octogonal são o coração desse espaço. Nos dias de sol, elas se misturam à luz natural que entra pelas janelas; nos dias nublados, bastam sozinhas pra aquecer todo o ambiente. As linhas retas e marcantes dos caibros do hanok contrastam com as curvas suaves das luminárias, e o resultado é estranhamente harmônico.
O salão principal — assentos espaçosos e bem distribuídos


Quando você olha o salão a partir do balcão, percebe que as mesas não estão nada apertadas. Estão dispostas com bastante espaço pra que você não se sinta incomodado pelos vizinhos, e os pilares do hanok funcionam como divisórias naturais. Ao redor do sofá octogonal central, diferentes tipos de assentos se espalham em todas as direções: de um lado, os janelões de vidro abrem pra o panorama de Gyeongju; do outro, é a parede de madeira do hanok. Com o teto alto, os caibros de madeira, as luminárias centrais — de qualquer ângulo que você olhe, tem algo bonito pra ver. O número de lugares é bem generoso, então mesmo no fim de semana não deve ser tão difícil achar uma mesa.


Assentos na janela — provavelmente os mais disputados

Essa deve ser a área mais concorrida. Janelões de vidro em três lados: assim que você senta, o centro de Gyeongju, os telhados hanok e as montanhas ao fundo aparecem num só olhar. Sob o sofá octogonal, uma iluminação indireta banha o chão com uma luz suave — de dia, ela se mistura com a luz natural, e nos dias nublados, basta sozinha pra aquecer o ambiente. Os prédios hanok visíveis pela janela parecem se prolongar na decoração de madeira do interior, como um mesmo fio condutor. Sentar aqui com um café na mão é, sem dúvida, uma bela cena.
Espaço de piso elevado — o assento mais coreano de todos

Aqui você tira os sapatos e se acomoda no chão. Mesas baixas de madeira, almofadas, e a vista da rua lá embaixo pela janela. Essa área é levemente separada do restante do salão, o que a torna perfeita pra ficar sentado em silêncio. As paredes brancas típicas do hanok e os caixilhos de madeira estão intactos, tornando este o cantinho com a atmosfera mais autenticamente coreana de todo o café. É o tipo de lugar onde dá vontade de ficar por horas.
Terraço — da primavera ao outono é que o jogo começa de verdade

Tem mesas externas também. Atrás dos guarda-corpos de vidro, o centro de Gyeongju e os telhados hanok se abrem em panorama — se o tempo tivesse colaborado, eu teria sentado ali sem pensar duas vezes.

Sob os beirais do prédio, um corredor externo funciona como terraço coberto. Uma árvore cresce no centro de um canteiro octogonal, e as mesas ficam dispostas ao redor. Os beirais do hanok servem de teto natural, então dá pra ficar sentado mesmo sob uma chuva leve. Na primavera ou no outono, eu teria passado um bom tempo aqui.


O terraço é bem grande no geral. Tem bastante lugar, a vista é aberta e as montanhas aparecem ao longe. No dia da minha visita era inverno e estava frio demais — tirei umas fotos e voltei pra dentro. Sinceramente, no auge do inverno não rola. Mas a partir de meados de março até o outono, a história muda completamente. Sentar nesse terraço num dia agradável, contemplar a paisagem de Gyeongju tomando um café — isso sim deve ser incrível de verdade.
Galeria de assentos
Impressões sobre as bebidas — não lembro o nome, mas lembro o sabor
Não lembro os nomes exatos dos itens. Uma bebida com base de café e sorvete soft por cima, um sorvete soft sozinho, e um chá quente. Três pedidos no total.
A bebida de café tinha uma base intensa de espresso na parte de baixo do copo, com leite formando camadas que iam se misturando lentamente por cima. O visual já agradava os olhos só pelas cores, e o primeiro gole foi encorpado. O final não puxava pro amargo e terminava suavemente. O Paul Bassett é uma marca conhecida pela base de espresso forte, e de fato, a densidade do café estava bem presente. Mas vamos ser sinceros, tomar isso sentado numa janela de hanok em Gyeongju deve ter adicionado uns pontos extras de sabor.
O sorvete soft vinha com uma decoração rosa em forma de flor de cerejeira no topo — aparentemente uma edição sazonal. É aquele sorvete à base de leite, cremoso e suave, mas no Paul Bassett o teor de gordura é alto, então a textura que toca a língua é bem densa. O chá veio numa caneca com sachê, do tipo perfeito pra saborear em silêncio.
Paul Bassett Gyeongju Gyodong DT — informações práticas
Seg – qui · dom: 08:00 – 21:30
Sex · sáb · feriados: 08:00 – 22:00
Cardápio e preços do Paul Bassett Gyeongju
Café
Sorvetes
Chás e lattes
Refrescos e frappés
※ Preços com base na tabela de janeiro de 2025; itens sazonais podem variar.
Perguntas frequentes
Tem estacionamento?
Sim, o café tem estacionamento próprio. É bem espaçoso, então mesmo no fim de semana geralmente dá pra estacionar sem problema.
Só dá pra pedir no totem?
O pedido padrão é feito pelos totens de autoatendimento. Se precisar pagar em dinheiro ou tiver dificuldade com o totem, o balcão também aceita pedidos.
Tem drive-through?
Tem sim. Há uma faixa de drive-through dedicada ao lado do prédio.
Tem mesas ao ar livre?
Tem, mas é um espaço sujeito às condições climáticas. O ideal é ir a partir de meados de março. O período mais agradável vai da primavera ao outono.
Este post foi publicado originalmente em https://hi-jsb.blog.