
Café em Cheongju: Toseong Village e pão salgado
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15 itens
A Vila Toseong (Toseong Village) é um café padaria grande em Cheongju, com cabanas em formato de A e um jardim externo bem amplo. Na primavera, o lugar enche de margaridas Shasta; no outono, de capim-rosa; e no inverno dá para tomar café dentro da estufa de vidro, então é um café para visitar nas quatro estações. Também ficou conhecido pelo pão salgado coreano, tanto que vendeu 500 unidades em só 4 horas num festival de padaria. No meio dos campos do distrito de Cheongwon, esse café mistura cabanas privativas, estufa de vidro e terraço ao ar livre, então funciona super bem para grupo grande ou passeio em família. Este texto é um relato da visita que fizemos no fim de março de 2026, com dez pessoas da família.
O café que aparece no meio dos arrozais: Vila Toseong
Saindo do centro de Cheongju e dirigindo por uns 20 minutos, do nada aparece um café no meio dos campos. Vila Toseong. Só pelo nome você nem imagina que é café. Eu nem fui atrás por conta própria; fui no embalo da família quando alguém soltou um “vamos lá uma vez”, mas fiquei de cara assim que cheguei.
No fim de março de 2026, nós nos reunimos em dez pessoas da família. A temperatura durante o dia já tinha subido bem, então dava para sentar do lado de fora sem passar frio nenhum. Fiquei ali com um chocolate latte na mão e o vento de primavera batendo, e juro que por um momento parecia mais piquenique em pousada charmosa do interior do que um café.

Jardim do café com cabanas em A enfileiradas
No quintal, as cabanas brancas com telhado triangular ficam alinhadas acompanhando o jardim. Quando vi de primeira, achei que fosse um lugar de glamping. Só que ali tudo aquilo é assento do próprio café. Entre as cabanas ainda havia árvores sem folhas completas e cordões de luz pendurados, então deu para imaginar que no fim da tarde o clima deve mudar totalmente.

Indo mais para dentro do jardim, aparecem duas estufas de vidro. À direita ficam as cabanas em A, e à esquerda a estufa toda envidraçada. No inverno, como é difícil sentar lá fora, parece que a maioria das pessoas bebe dentro da estufa ou das cabanas. No dia em que fomos, no fim de março, ainda tinha bastante gente sentada do lado de fora, mas no auge do inverno a história deve ser outra. As árvores ainda estavam secas e a terra aparecia no chão, então não era exatamente um cenário exuberante. Mesmo assim, quando dizem que no verão vira hortênsia e no outono vira capim-rosa, já dá para sacar que o café muda bastante conforme a estação.
Estacionamento — na primeira vez dá para confundir

Tem uma placa de madeira logo na entrada, mas eu não vi de primeira. O estacionamento fica dividido em duas áreas. Na frente cabem mais ou menos 15 carros, e nos fundos dá para colocar mais uns 10, então no total são cerca de 25 a 30 vagas. Tudo grátis. O problema é que a área principal tem uma cara meio industrial, então a gente nem pensou que fosse o estacionamento do café.

Vendo de perto, cada cabana é bem alta. Entre uma e outra há tuias plantadas, então os espaços ficam naturalmente separados. Isso dá uma privacidade discreta, mas real. Você quase não enxerga quem está sentado na cabana ao lado.
Assentos ao ar livre — se o tempo estiver bom, aqui é o melhor ponto

Além das cabanas, também há bastante lugar ao ar livre. As mesas de madeira são grandes, cada uma com seu guarda-sol, e atrás delas havia um canteiro comprido onde ainda restava algodão. Num dia como o nosso, esse era até o melhor lugar. O sol estava quentinho, o vento vinha na medida certa e não havia motivo nenhum para entrar na cabana.
Entrada do prédio principal e informações de funcionamento

Essa é a entrada do prédio principal. No quadro preto em frente à porta estava escrito que, para usar o café e o jardim, cada pessoa precisa pedir ao menos uma bebida. Na porta de vidro à direita também estavam colados o horário de funcionamento, as orientações para usar as cabanas e o aviso de que animais de estimação não entram. A fachada é toda em estrutura preta com janelões grandes, então de dentro você vê o lado de fora bem aberto. A única coisa que me deixou meio frustrado foi o seguinte: como dissemos que íamos beber do lado de fora, todas as bebidas vieram em copo descartável. Dentro do salão eles servem em caneca, mas do lado de fora é descartável. Como éramos dez, vieram dez copos plásticos, e até a vontade de fotografar as bebidas foi embora. Se você gosta de tirar foto do café, vale mais a pena pedir em caneca lá dentro e sair segurando.
Informações de funcionamento da Vila Toseong
Endereço : 163-1 Toseong-ro, 1º andar, Vila Toseong, distrito de Cheongwon, Cheongju, Chungcheongbuk-do
Horário de funcionamento : todos os dias, 10:00 – 21:00 (último pedido às 20:30)
Telefone : +82-507-1378-7293
Estacionamento : grátis (frente da loja + fundos, total de 25 a 30 carros)
Uso das cabanas : sem reserva, entrada por fila no tablet do local
Observação sobre assentos : caneca no salão, copo descartável para uso externo
Animais de estimação : não permitidos
Pagamento : cartão, dinheiro e Cheongju Pay
Referência : a 5 minutos de carro da Fortaleza de Jeongbuk-dong e a 10 minutos do Parque Ecológico de Munam
Como éramos dez pessoas, tivemos que pedir dez bebidas. Eu fui de chocolate latte por R$ 26, meu pai pegou café latte por R$ 24, e minha mãe com o resto da família pediu mais strawberry latte, por R$ 28. Só nas dez bebidas, a conta ficou perto de R$ 270. Quando colocamos também pão salgado e financier na bandeja, passou fácil de R$ 380. Como era tudo para dividir entre dez pessoas, ficou algo em torno de R$ 38 por pessoa.
Interior — sinceramente, não tem nada de muito especial

Entrando, é um café normal. Parede branca, chão cinza, vitrine de pães à direita e balcão à esquerda. Vai até aí. A expectativa que sobe lá fora quando você vê as cabanas desce um pouco quando entra. Não é ruim, só não tem nada muito marcante. As janelas são grandes e deixam o ambiente claro, mas não passa aquela sensação de lugar onde você quer ficar horas sentado.
Vitrine da padaria — só de pão salgado são quinze tipos

A vitrine da padaria estava cheia. As bandejas vinham lotadas de pão salgado, e ao lado apareciam financier, croissant e versões como pão salgado com trufa e perilla. Quase não havia bolo; o foco era claramente pão. Sabendo que esse lugar vendeu 500 pães salgados em 4 horas num festival de padaria, a vitrine faz tudo fazer sentido. Eles ainda deixam uma torradeira Balmuda disponível, então você mesmo pode aquecer o pão salgado antes de comer.
Preços da padaria da Vila Toseong (base março de 2026)
Pão salgado tradicional — R$ 13
Pão salgado com chili e ovas de pollock — R$ 17
Pão salgado com trufa e perilla — R$ 17
Pão salgado com chocolate e amêndoas — R$ 17
Pão salgado com gergelim preto — R$ 17
Pão salgado com creme de morango — R$ 17
Pão salgado com manjericão e tomate — R$ 17
Pão salgado com pimenta e queijo — R$ 17
Pão salgado de chocolate Dubai — R$ 29
Beotteok — R$ 7
Financier tradicional — R$ 13
Financier de batata-doce com mel — R$ 17
Financier de framboesa — R$ 17
Egg tart — R$ 13
Croissant — R$ 13
Sanduíche de presunto cru com rúcula — R$ 25
Preços das bebidas da Vila Toseong (base março de 2026)
Americano — R$ 22
Espresso — R$ 22
Café latte — R$ 24
Baunilha latte — R$ 26
Café Toseong (einspänner da casa) — R$ 26
Matcha latte — R$ 26
Chocolate latte — R$ 26
Caramel macchiato — R$ 28
Café mocha — R$ 28
Strawberry latte — R$ 28
Ade de grapefruit com maracujá — R$ 28
Chá pink rose — R$ 27
Peach blossom — R$ 24
Cinnamon plum — R$ 24
Peppermint rooibos — R$ 24
Café especial de origem única — R$ 29 ~ R$ 37
Descafeinado — R$ 33
Do pão salgado até as tortinhas e os sanduíches

O pão salgado vinha bem apertado na bandeja, um do lado do outro. Em cima dava para ver os cristais grossos de sal, e a parte de fora estava bem dourada. O tamanho era mais gordinho do que eu imaginava. Cada unidade custava R$ 13. Quando passava na torradeira Balmuda, a casquinha ficava crocante e a manteiga começava a escorrer por dentro. Como éramos dez pessoas e cada um pegou um, sumiram num instante. A manteiga era tanta que a mão ficava brilhando.

Tinha egg tart e tortinha de chocolate. A parte de cima da egg tart vinha caramelizada, e a tortinha de chocolate levava pó de pistache por cima. O que mais me chamou atenção foi a massa folhada abrindo em camadas, quase como pétalas.

Essa era a bandeja dos financiers. Tinha tradicional, batata-doce e framboesa. O de batata-doce brilhava na superfície e parecia bem úmido. Minha mãe comeu um e na hora falou algo como “compra mais um desse”, então voltamos e pegamos outro.

O beotteok, um bolinho coreano de arroz com manteiga, custava R$ 7. Sinceramente, foi o item com melhor custo-benefício do lugar. Ao lado havia uma caixa com janelinha em formato de coração, então dava para ver que bastante gente comprava para levar de presente.

O financier de framboesa estava no meio, com algumas unidades do tradicional e madeleine sobrando nas laterais. Como já era de tarde, dava para ver vários espaços vazios nas bandejas. Os mais populares parecem acabar rápido.

Tinha croissant e crookie também. O croissant estava com as camadas bem definidas, e o crookie mostrava uma faixa de chocolate no corte. Visualmente, os dois estavam bem bonitos.

Eu não sei o nome exato desses pães. Tinha um com cobertura de chocolate e açúcar perolado, outro com crumble crocante e ainda um com bastante farelo amarelo por cima. Eram tantas opções que ficava impossível parar, ler nome por nome e escolher com calma. No fim, a melhor estratégia era simples: pegar o que parecia mais gostoso.

À esquerda estava o pão salgado com gergelim preto, e à direita o pão salgado com creme de morango. O de creme de morango vinha tão recheado que morango e creme quase saltavam para fora do pão, então ele parecia bem pesado. Infelizmente não provei esse, porque a nossa bandeja já estava lotada.

Havia um sanduíche de presunto cru com rúcula e, ao lado, um sanduíche aberto com creme de morango. Num café padaria de bairro, não é tão comum ver sanduíche com presunto cru assim, então achei uma escolha meio inesperada.

O beotteok aparecia de novo em outra vitrine. Só de ver que ele estava espalhado em vários pontos da loja, já dava para perceber que é um dos itens que mais saem.

O pão salgado com chocolate e amêndoas chamava atenção logo de cara. A massa era de chocolate e vinha marcada por lâminas de amêndoa. Em tamanho, era claramente maior do que o pão salgado tradicional. Quem curte doce provavelmente vai direto nele.

Ali estavam o pão salgado com trufa e perilla e a versão com crumble. O que mais impressiona é como eles pegaram uma base simples e criaram um monte de variações. Contei por cima, e passava fácil de quinze tipos.

Na vitrine refrigerada havia um bolo de morango com chantilly. Entre as camadas do bolo apareciam metades de morango, e no topo vinha um monte de morangos inteiros. Como era bem a época deles, os morangos estavam grandes e bonitos.

Bem ao lado estava o bolo de chocolate com morango. Como havia muito pão, eu tinha imaginado que talvez nem tivesse bolo ali, mas na vitrine havia pelo menos algumas fatias. Pelo que vi, os sabores giravam em torno de duas opções mais puxadas para morango.
Passeio pelo jardim — andando no meio do algodão

Pegamos as bebidas e saímos para o jardim. As cabanas tinham números, como 4, 6 e 7. O esquema era ir andando pelo caminho de pedra e entrar na cabana vazia que aparecesse. Entre as cabanas, o algodão estava todo aberto. De longe, parecia que o jardim inteiro tinha sido salpicado de pontinhos brancos. Atrás disso, as fileiras de telhado triangular formavam um visual bem bonito. Ao fundo ainda dava para ver, meio apagados, os prédios residenciais de Cheongju, e esse contraste ficou curioso.

Foi a primeira vez que percebi como o algodão de verdade parece mesmo uma nuvem de algodão presa no galho. Nas pontas secas dos ramos ficavam pendurados tufos brancos, e quando você tocava, era algodão de verdade mesmo. Meus sobrinhos ficaram um bom tempo olhando isso, e a gente também aproveitou para tirar algumas fotos ali.
Interior da cabana — no fim de semana é difícil conseguir lugar

Por dentro, a cabana triangular tem piso de madeira, almofadas no chão e funciona no esquema de tirar os sapatos para subir. Para umas quatro pessoas, o tamanho fica certinho. Ao abrir a porta, o jardim aparece logo de frente, então a sensação fica no meio do caminho entre estar fora e estar dentro. Só que no dia da nossa visita era fim de semana, e todas as cabanas estavam ocupadas. Não conseguimos entrar em nenhuma. Tinha gente parada na frente segurando bebida e esperando, mas no fim quase todo mundo desistia e ia para as mesas externas. As cabanas não aceitam reserva. Você precisa registrar a fila no tablet do local e esperar a sua vez.
Pontos para foto — urso e fonte

No meio do jardim havia um urso rosa do tamanho de uma pessoa, deitado num banco. Ele estava abraçando um buquê roxo e olhando para o céu, e atrás dele apareciam o algodão e as cabanas. Virou ponto de foto na hora. Quase todo mundo que passava parava um instante para registrar, e meus sobrinhos ainda sentaram ao lado para fazer pose também.

Na frente do prédio principal havia uma fonte de três andares com estilo europeu. No dia em que fomos, a água não estava funcionando, mas em cima tinham colocado vasos de suculentas, então ainda parecia tudo bem arrumado. Dali dá para fotografar, numa única cena, as cabanas em A à esquerda, a estufa à direita e a área externa bem no meio.
Mesas para grupo e terraço

Ao lado da fonte havia uma mesa de madeira enorme. Parecia ter uns 3 metros de comprimento, com dois guarda-sóis espetados e várias cadeiras brancas enfileiradas dos dois lados. Era exatamente o tipo de mesa que cairia perfeito para um grupo como o nosso, com umas dez pessoas. Só que, claro, já estava ocupada.

Essas eram as mesas do terraço logo em frente ao prédio principal. Mesa dobrável de madeira, cadeira preta de metal e vasos de hinoki entre uma e outra. A vista ali é mais para o estacionamento do que para o jardim, então não é o canto mais bonito. Em compensação, era bem prático, porque você pegava a bebida e já sentava na hora.
Gramado em frente à estufa e distribuição dos lugares

Na frente da estufa havia uma área gramada com mesas redondas cinzas e cadeiras vazadas espalhadas por ali. Também havia guarda-sóis em vários pontos, e ao fundo dava para ver muitos vasos dentro da estufa. A grama ainda estava amarelada, aquele jeito típico de fim de inverno, mas já dava para imaginar que em um mês tudo ficaria verde. No fim, a sensação foi esta: mesmo no fim de semana, se você abrisse mão da cabana, lugar para sentar ainda dava para achar.
Dicas por estação e cuidados antes de visitar
Dicas sazonais para visitar a Vila Toseong
Primavera (abril a maio) — margaridas Shasta em flor, melhor época para os assentos externos, temperatura diurna entre 15 e 22 graus
Verão (junho a agosto) — temporada de hortênsias, a sombra depende basicamente dos guarda-sóis, pode esquentar ao meio-dia, e como a área fica perto da planície do rio Miho vale tomar cuidado com mosquitos ao entardecer; repelente é recomendado
Outono (setembro a novembro) — capim-rosa no auge, melhor época para fotos, mas a fila de fim de semana fica mais longa
Inverno (dezembro a fevereiro) — decoração com tema de Natal, melhor usar a estufa de vidro ou as cabanas, e do lado de fora é preciso encarar o frio
Para mim, primavera e outono são as épocas ideais para vir aqui. Quando a temperatura do dia fica entre 15 e 20 graus, dá para passar uma ou duas horas do lado de fora sem sentir frio nenhum. Já no verão, é bom vir preparado. A sombra depende quase só dos guarda-sóis e a área toda ao redor é campo aberto. Como é uma planície perto de água, ali perto do rio Miho, os mosquitos podem aparecer a partir do entardecer. Se você estiver planejando vir no verão, leve repelente.
Resumo — a Vila Toseong é um café em que o jardim é o verdadeiro protagonista
A Vila Toseong é um café em que o jardim vale mais do que o interior. O cenário ideal é conseguir uma cabana, mas no fim de semana isso é difícil. Ainda assim, como há bastante lugar do lado de fora, em dia bonito sentar ao ar livre pode ser até melhor. Nos pães, o destaque vai claramente para o pão salgado, e a graça está justamente em ter mais de quinze versões para escolher. O americano por R$ 22 não é exatamente barato, mas pensando que você aproveita todo esse espaço do jardim, o valor fica compreensível. Só fica a observação: se for beber do lado de fora, a bebida vem em copo descartável, então quem quiser fotos melhores talvez prefira pegar em caneca dentro do salão e depois sair com ela. Também existe uma segunda unidade em Sanam-dong, mas esse jardim com cabanas fica só na loja principal.
Este texto foi escrito com base numa visita real feita pela nossa família, com dez pessoas, no fim de março de 2026. Não houve publicidade nem convite, e tudo foi pago pela própria família. Os preços e o horário de funcionamento estavam corretos na data da visita e podem mudar depois.
Este post foi publicado originalmente em https://hi-jsb.blog.